
Eu queria te dizer tanto. Mas no fundo esse mundo de palavras que estão engasgadas aqui, comigo não querem sair. Eu só sei que eu sou idiota o bastante para acreditar que tudo possa ser como sempre planejamos. Aqueles sonhos em que eu e você viram um nós. Sem qualquer outra palavra no meio. Eu sou estúpida amor. Porque a minha esperança quando se trata de ti, nunca se vai. Nunca se perde. Nunca se deixa. Ela sempre anda comigo. E eu não sei como abandoná-la. Talvez você saiba e possa me ensinar. Ou talvez seja tão fraco quanto eu quando o assunto é amor. É assim. Sempre assim. Vivemos de talvez ou sei lá; somos compostos por essas duas palavrinhas que para muitos são insignificantes e para nós é o que resume o que passamos ou iremos passar. Quem sabe. Eu só queria não te amar tanto assim. Queria que meu coração não palpitasse quando você estivesse por perto ou se aproximando. Queria que você não tivesse esse efeito gigantesco sobre mim. Pois ele é inoportuno. Eu não quero considerá-lo. Seria estupidez, burrice da minha parte. Mas é o amor. Ele sempre nos trás surpresas. Tanto agradáveis quanto desagradáveis e idiotas. Eu não queria amar. Queria que esse verbo fosse mais uma palavra para o nosso vocabulário e não uma necessidade para o nosso coração. E quem disse que alguém vive sem o amor? Nem que for o de mãe. Tem que ter. Tem que sentir. Mas também tem que doer, tem que ferir. É inevitável. Eu mesma, não queria sofrer tanto assim. Na verdade, falando sério mesmo eu não queria nada. Eu só queria ser feliz sem depender de ninguém. Sem precisar de ninguém. Mas eu não sou. Sou incapaz disso. Sou incapaz de passar um dia sem pensar em você. Em como está ou com quem está. Sou insuficiente. Talvez para tudo. E ai vem as perguntas — Por que tem que ser assim? Por que o coração não obedece a razão? Por que é sempre tão difícil? Por que? Por que? — E logo você percebe que essas perguntas são incapazes de ser respondidas. Pelo menos por mim. Eu não consigo. São tantas coisas a dizer. São tantas perguntas para responder. E tanta necessidade de encontrar a reposta para tudo. E tanta tristeza por saber que não é possível. Ai você se pega pensando naqueles textos clichês que dizem que nada é impossível se você acreditar. Ou aquela música do Charlie Brown Jr que diz que o impossível é só questão de opinião. Mas de que vale a minha opinião amor? Ela é sempre do contra. Ela nunca acredita em nada. E quando resolve acreditar quebra a cara. Se machuca outra vez. E outra, e outra. Ela não se cansa. E quando se cansa desiste. E quando desiste vem alguém que a faça acreditar de novo. É sempre assim. É rotina. É tão rotina. Que chega a ser nostálgico e monótona as vezes. Ou sempre. — Tudo o que escrevo ninguém entendera. Sabe por que? Porque é assim que eu sou. Uma incógnita que ninguém é capaz de desvendar. Essas palavras na verdade são sentimentos confusos. Por isso elas estão assim, sem pé e nem cabeça. E talvez sem significados nenhum. Eu não consigo juntá-las para compreendê-las. É impossível pra mim. Ultimamente eu ando me odiando. Por ser assim. Tão confusa. Tão abstrata. Tão anormal. Como sou. Mas o principal motivo é por eu te amar tanto assim. É pela necessidade absurda que eu sinto de te ter aqui. Só pra mim. Eu sendo sua e você sendo meu. Você sendo meu e eu sendo sua. Assim. Tão simples.
(Source: desejosrepentinos, via sonhosdavida)

